S e p a r a r  o  t r i g o  d o  j o i o
     

  
Livraria | Software Finbolsa | Slide show Finbolsa | MetaStock 11 | Cotações por Email

Mapa do site

Curso Online | Loja Finbolsa | Tour Histórico | Links | FAQ

< Homepage | Contactos

  
Painel de Empresa
O essencial para avaliar uma empresa
Tendências
Gráficos de curto e longo prazo de índices/acções
Navegação Histórica
Portugal desde 1983
Espanha desde 1986
Dow 30 desde 1900!
Cotações fim-de-dia
Para 10 mercados e índices
Masterlist essencial
PER, PCF, PBV, Div. Yield e outros rácios essenciais
Análises e Artigos
Análises por empresa
Análises desvinculadas
Artigos desvinculados
An. e Art. mais recentes

Balanços
Balanços e Dem. Res.
Dados Económico Fin.
Dados Trimestrais

Rácios
Económico Financeiros
Económico Bolsistas
Bolsistas

Tabelas Comparativas com exemplos
V.Nominal, NºAcções
Lucros Corrig. e Prev.
Res., C.Flow Operac.
Vendas, S.Líquida
Aut.Fin., Rent., Margem
Lucro/Ac, Div/Ac, Prod.
C.B., E.V., EV/EBITDA
High, Low, YtoDate
Volati., Beta, Intraday

  
Participe na Competição Global!
  
  
Análise ou Artigo de João Dinis de Sousa
< An. e Art. deste autor  |  An. e Art., por empresa  |  Análises, por ano  |  Artigos, por ano
  
Perspectivas para 2008
Por Joao Dinis de Sousa , 31/12/2007

O ano de 2008 começa com muitas nuvens no horizonte. Aquecimento global, acentuar das tensões na Ásia Central e Médio Oriente, incluindo possibilidades de guerras mais alargadas, alta do preço do crude, e crise do subprime. Qualquer um destes factores pode fazer as Bolsas mergulhar no abismo. Mas todos têm riscos difíceis de avaliar. Os seus efeitos nas Bolsas poderão não ser para já, poderão surgir só daqui a muitos anos, embora também, possam fazê-lo já para o mês que vem. Lembrando a história, essa incerteza sempre esteve presente nas Bolsas. Por exemplo, durante toda a Guerra Fria, os EUA e Ocidente enfrentaram a formidável ameaça da URSS, muito mais perigosa do que a Al Qaeda ou o Irão, e as Bolsas ocidentais subiram consistentemente. De vez em quando caíam, à medida que iam sucedendo as habituais recessões e outros eventos negativos, mas isso é normal business das Bolsas, mesmo durante os bull markets. Por isso, penso que é defensável a estratégia de continuar fortemente investido em acções (eu continuo), embora também seja interessante a decisão de reduzir o peso das mesmas na carteira, por precaução contra os riscos descritos acima.

De qualquer modo, do ponto de vista técnico e fundamental, as Bolsas vão bem. Do ponto de vista de AT, temos o Dow 30 quase aos valores máximos de sempre, acima dos 13,000, e isto vários meses depois de o mercado ter consciência da crise do subprime no mercado hipotecário americano, e de incorporar a informação de enormes prejuízos em certos bancos e financeiras. Em princípio, isto é um sinal de força. Os outros índices, nomeadamente o nosso, também estão com bom aspecto técnico, em subida sustentada desde há cinco anos. Acresce que, ao contrário do que muitos investidores principiantes dizem, a subida de cerca de 100-120% do PSI 20 desde 2002 não tem nada de especial. Não é excessiva, a nenhum título, comparada com as históricas subidas das Bolsas, quer a nossa quer outras - corresponde meramente a um ritmo de uns 15-20% ao ano, uma ninharia. Nos mercados sobreaquecidos, nos picos das bolhas, o ritmo costuma ser isso por mês, e durante muitos meses consecutivos.

Do ponto de vista fundamental, os rácios tornam as acções extremamente atractivas. Na verdade, e por mais que isso surpreenda alguns leitores, as acções estão hoje mais baratas do que em 2002-2003, em termos de rácios como o EV/EBITDA, o PER corrigido, ou o Price Cash-Flow Ratio. Isto deve-se ao facto de os EBITDAs, lucros e cash-flows terem, durante os últimos cinco anos, subido mais do que as cotações.

Resumindo, não há sobreaquecimento nenhum. Em termos fundamentais as acções portuguesas, incluindo as principais blue-chips, estão bem baratas. Em termos técnicos, os gráficos têm o aspecto de um bull normal, moderado, sem nenhuma bolha recente. As taxas de juro continuam historicamente baixas, apesar da recente subida. Isto aconselha a estar investido. No entanto, nesta paisagem de céu azul, fundamentalmente positiva, as nuvens podem acumular-se e os trovões ribombar, devido a algum dos factores potencialmente perigosos descritos no primeiro parágrafo. Cabe-lhe a si, caro leitor, ponderar tudo isto e decidir.



Mais artigos de Joao Dinis de Sousa