S e p a r a r  o  t r i g o  d o  j o i o
     

  
Livraria | Software Finbolsa | Slide show Finbolsa | MetaStock 11 | Cotações por Email

Mapa do site

Curso Online | Loja Finbolsa | Tour Histórico | Links | FAQ

< Homepage | Contactos

  
Painel de Empresa
O essencial para avaliar uma empresa
Tendências
Gráficos de curto e longo prazo de índices/acções
Navegação Histórica
Portugal desde 1983
Espanha desde 1986
Dow 30 desde 1900!
Cotações fim-de-dia
Para 10 mercados e índices
Masterlist essencial
PER, PCF, PBV, Div. Yield e outros rácios essenciais
Análises e Artigos
Análises por empresa
Análises desvinculadas
Artigos desvinculados
An. e Art. mais recentes

Balanços
Balanços e Dem. Res.
Dados Económico Fin.
Dados Trimestrais

Rácios
Económico Financeiros
Económico Bolsistas
Bolsistas

Tabelas Comparativas com exemplos
V.Nominal, NºAcções
Lucros Corrig. e Prev.
Res., C.Flow Operac.
Vendas, S.Líquida
Aut.Fin., Rent., Margem
Lucro/Ac, Div/Ac, Prod.
C.B., E.V., EV/EBITDA
High, Low, YtoDate
Volati., Beta, Intraday

  
Participe na Competição Global!
  
  
Análise ou Artigo de João Dinis de Sousa
< An. e Art. mais recentes  |  An. e Art., por empresa  |  Análises, por ano  |  Artigos, por ano
  
Acções e imobiliário mais atractivos?
Por Joao Dinis de Sousa , 01/04/2009

Acho que poderá estar a aproximar-se a hora de investir em acções e também em imobiliário para o longo prazo. Não por nenhuma razão fundamental ou técnica mais sofisticada, mas sim porque as alternativas estão a ficar más, no seu mix rentabilidade-risco. Vejamos algumas.

OTs de Portugal ou certificados de aforro? Nem pensar, em caso algum. São lixo tóxico, embora haja milhões de portugueses que o ignoram, e continuam a ser enganados pelo Governo e a comprar, sempre com a mania de que não têm risco (deviam ler alguns livros sobre história financeira). Neste momento esse papel é do pior que há, pois nem o estarmos no euro lhe dará segurança. Se um estado entrar em default, alguém fica com papel lixo na mão, e não o fica menos por esse papel estar expresso em euros. Aliás, seria uma obra de caridade, se se iniciasse uma campanha para alertar o povo português contra esse perigo.

OTs de países que não podem falir? Bom, vamos imaginar que os EUA, Grão-Bretanha, Alemanha, e mais alguns, não podem falir. Até porque emitiriam moeda ad infinitum, se fosse preciso, para evitarem o default. Essa tem sido a solução de muitos investidores e daí a bolha nas OTs americanas. O problema, é que quem investe aí pode perder mesmo sem default: se devido ao desenfreado "Quantitative Easing" que se adivinha, as moedas respectivas (dólar, libra e euro) caírem, e aparecer inflacção, e as taxas das OTs demorarem tempo a acompanhar essa inflacção, ou não a acompanharem de todo. Provavelmente a Fed e o BCE estão a preparar isso deliberadamente: será uma forma de fazer os investidores em OTs pagarem a crise.

Depósitos bancários? Sofrem do mesmo problema do anterior: os seus juros provavelmente não acompanharão um primeiro forte impulso inflaccionista que poderá seguir-se ao Quantitative Easing. Haverá um "time lag" destrutivo de capitais. E além disso, o espectro das falências bancárias não está totalmente afastado, e as tais garantias dos depósitos não sei se se poderiam aplicar se muitos bancos falissem. Notar que os depósitos podem dar prejuízo de outras maneiras: confisco pelo Estado em caso de bancarrota, ou congelamento temporário dos levantamentos, durante um período de inflacção (isso está a suceder na Ucrânia, e outros países).

Na Expo 98 e outras zonas, e os mediadores imobiliários notam uma ligeira retoma da procura, e dizem que alguns investidores ponderam comprar imobiliário, simplesmente por ser um refúgio relativo contra estes problemas.

E as acções podem ser também interessantes. Há blue-chips a preços incrivelmente baixos e são de empresas que resistiram bem à crise. É de lembrar que os múltiplos (PER, Div.Yield, etc) estavam baratos, mesmo no pico de 2007. Agora que as cotações crasharam, e os lucros e dividendos, desceram mas muito diferenciadamente (para muitas blue-chips, os lucros desceram pouco), certas cotações ficaram baratíssimas.

O curioso é que a ideia de comprar um porfólio de acções mais seguras, pagadoras de bons dividendos, e que não incorporem na cotação grandes expectativas de crescimento, numa estratégia de buy and hold, pode ser defendida como relativamente segura, mesmo que o mercado caia muito mais, devido á lógica que expus acima. Por exemplo, suponhamos que os mercados accionistas descem outros 50% a partir de agora, com a depressão a avolumar-se. Estas acções poderão descer uns 20% apenas, por serem mais seguras (Beta baixo demonstrado no último ano), e com uma depressão tão cataso tão catastrófica, o que se tiver investido em OTs e depósitos também não está seguro; e, no caso de retoma económica, as acções terão sempre um grande upside aos preços actuais.



Mais artigos de Joao Dinis de Sousa